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Como Editar Menus no Gnome sem o Alacarte

14 Abril, 2008

Essa dica foi testada no Debian e no Ubuntu, usando o Gnome.

O Alacarte nunca funcionou direito comigo. Como tempo é algo que não tenho tido, sempre que instalo algo novo no sistema e desejo colocar uma chamada rápida no menu, sigo os seguintes passos:

O diretório /usr/share/applications possui arquivos .desktop que nada mais são que as chamadas dos menus. A estrutura dos arquivos é simples e mais ou menos essa:

[Desktop Entry]
Encoding=UTF-8
Name=Nome_do_Programa
Comment=Descrição_do_programa
Exec=/usr/local/diretorio_do_programa/nomedoarquivo
Terminal=false
Type=Application
Icon=/usr/local/diretorio_do_icone/arquivo_do_icone.xpm
StartupNotify=true
Categories=GNOME;GTK;Nome_do_menu;Utility;

O nome_do_menu pode variar:Application,Game,Graphics,etc. Cada opção coloca o link em uma categoria difetente no menu.

É só você editar os dados acima, salvar o arquivo com o nomedoprograma.desktop no diretório /usr/share/applications e pronto, o link no menu já deve aparecer.

Qualquer dúvida, os outros arquivos do diretório podem servir de exemplo.

Devaneio do dia: A tecnologia faz com o trabalho intelectual hoje em dia, a mesma coisa que fez com o trabalho físico na Revolução Industrial.

26 Março, 2008


tempos_modernoschaplin.jpg

No séc. XVIII, com o desenvolvimento da indústria na Europa, os trabalhadores se viam ameaçados em seus empregos por máquinas que substituíam a força de centenas de homens. O custo do trabalho braçal sofreu uma queda expressiva, os artesãos viram seus negócios virarem poeira da noite para o dia, tiveram que aposentar suas ferramentas atrasadas, formaram fila nas portas das indústrias e começou a ser montado um exército de reserva que derrubava ainda mais o preço do trabalho físico. No início, máquinas eram quebradas em protestos de trabalhadores. Naquela época, grande quantidade de riqueza começou a se concentrar na nova classe de industriais, em detrimento da mão de obra barata que era explorada em condições desumanas.

Hoje em dia, o que se vê ? O desenvolvimento das telecomunicações fez com que a informação pudesse ser reproduzida e transportada a custos irrisórios, reduzindo seu custo marginal a praticamente zero. Redes de informações e de trabalhadores voluntários criaram estruturas que compartilham trabalho e o distribuem gratuitamente, forçando a indústria a reduzir os preços de produtos como CDs, DVDs, programas de computador, serviços de informações, música e coisas do gênero. Alguns modelos de negócio tiveram que ser completamente reinventados, sob pena de extinção. Da mesma forma, a renda de produtos e serviços de informação tende a se concentrar em poucos centros de inovação e produtividade que conseguem se manter na crista da onda e aproveitar a grande escala proporcionada pela globalização.

Nesse sentido, o trabalho intelectual deve sofrer uma redução NA MÉDIA de seu valor nos próximos anos em muitas áreas. Lógico que determinadas áreas e situações de extrema qualificação e posicionamento no mercado manterão ou até mesmo multiplicarão seu valor, conforme já foi comentado.

A grande diferença entre os dois momentos é o poder econômico dos grupos mais prejudicados nos períodos. Como se vê, os proletários do séc. XVIII e XIX e os barões da indústria eletrônica do Séc. XX e XXI não são exatamente parecidos. Isso talvez explica toda a lavagem cerebral midiática que tenta a qualquer custo incutir novos e estranhos valores em nossas mentes, para que consideremos como criminosos pessoas que apertam botões no teclado de um computador para escutar novamente uma música que acabou de escutar no rádio.

O proletariado teve que se adaptar aos novos tempos …

Esse post já está muito marxista pro meu gosto. Paro por aqui.

Esqueci a senha do Keyring – Gnome

23 Janeiro, 2008

Parou de acessar a rede sem fio por uns dias e esqueceu a senha ?

Solução:

no terminal, como root, digite:

rm /home/usuario/.gnome2/keyrings/default.keyring

substitua o termo usuario pelo seu correspondente.

O arquivo que contém a senha é apagado, junto com todas as senhas guardadas. Na próxima sessão, vc deve novamente configurar o chaveiro.

Quebra Galho – pppoeconf – ADSL não funciona – Debian Etch

27 Dezembro, 2007

Normalmente uso internet a rádio, com DHCP, e meu computador se conecta à internet sem probemas. No entanto, viajei no fim do ano para um lugar onde o único meio de acesso era um modem ADSL. Para esses meios, normalmente usava o pppoeconf sem problemas, respondia sim a todas as perguntas, colocava o login, a senha e pronto ! Navegava.

Aliás, uma coisa importante. O Debian Etch, ao contrário do Ubuntu, não traz o pppoeconf instalado por padrão. Se vc não usa normalmente ADSL e vai viajar ou trabalhar em um local que use, instale logo antes de sair de casa, ou leve consigo o cd de instalação do Debian (é suficiente o netinstall).

Dessa vez, porém, o pppoeconf não conseguia achar o link. Para resolver o problema e ter acesso rápido à internet, desabilitei a rede, clicando com o botão direito do mouse no ícone de rede na bandeja do sistema (ao lado do relógio).

O pppoeconf não conectava porque a interface ppp já tinha sido “capturada” pelo gerencidor de redes que a tratava como uma rede normal e, nem conectava à coisa alguma, nem deixava conetar à internet. Desabilitando a rede, liberamos o link para o ppoeconf e, voilá, funciona normalmente.

Provavelmente essa dica vale também ara outras distribuições do Linux, como o Ubuntu. Essa certamente não é a maneira mais técnica e correta de se resolver o problema, mas apenas um quebra galho para viagens e para quem precisa de acesso rápido à rede mundial de computadores. Quem souber da solução mais inteligente e definitiva, pode deixar nos comentários !

Wireless rtl8187 – WPA – Debian Etch – Positivo V52 – Instalação

19 Dezembro, 2007

Máquina: Positivo V52, wireless rtl8187, Debian Etch.

Problema: o sistema não detectava a rede wireless. O Network Manager somente acusava rede com fio.

Solução:

- Atualização do Kernel para a versão 2.6.22-3-686 ou posterior, através do Synaptic (procure por “linux-image”).

- Fazer o Download do Driver mac80211 aqui.

- Descompactar o arquivo

- Na pasta onde foram descompactados os arquivos, instalar o drive, com os comandos “make” e, depois, “make install”, ambos como root, no terminal.

- Reiniciar o sistema pelo novo kernel recém- instalado, que deve aparecer no Grub como opção.

- Pronto, agora as redes sem fio estão aparecendo no Network Manager

- O driver suporta WEP, WPA e WPA2, sem maiores problemas.

Essa solução deve servir também em máquinas com outras versões do Linux, como Ubuntu.

Maiores informações, em inglês, aqui e aqui

Imagem escura na webcam – driver gspca – Ubuntu

28 Novembro, 2007

Você instalou sua câmera, driver gspca, fez figa, mas na hora h, não deu nem pra ficar alegre, nem pra reclamar. A câmera funciona, mas a imagem é péssima, muito escura e tal. Como resolver ? No Ubuntu, abra o terminal e digite:

$sudo gedit /etc/init.d/rc.local

insira essas linhas no final do arquivo:

echo 5 > /sys/module/gspca/parameters/gamma
echo 1 > /sys/module/gspca/parameters/force_rgb

Caso não tenha clareado a imagem o suficiente, tente alterar os parâmetros com valores próximos (ao invés de 5, tente 6, 7, etc) .

Placa de captura de TV Pixelview PlayTV pro Bt878 no Ubuntu

28 Novembro, 2007

Para fazer sua placa de captura de TV funcionar sem mistério, aí vão umas dicas que economizam tempo:

Antes confira se sua placa está devidamente detectada, digitando:

$lspci

O comando vai exibir todas as placas pci detectadas na sua máquina. Procure por alguma com o código Bt878. Se não encontrou, verifique a instalação física da placa. Placa detectada, vamos criar um módulo de configuração da placa. Abra o terminal e digite:

$sudo gedit /etc/modprobe.d/captura

Inserir os seguintes parâmetros no arquivo:

options bttv card=37 tuner=2 radio=1 gbuffers=4

options tuner addr=0×61

Carregue o módulo:modprobe captura

Instale um visualizador (ex: tvtime), conecte uma antena na placa (senão fica difícil) e voilá, tv no computador !

Aplicativos Alternativos para Linux Windows e OSX

27 Novembro, 2007

Esse site contém alternativas para quem procura migrar seu escritório do windows ou OSX para o Linux, ou simplesmente procura alternativas livres para softwares proprietários. E tem muita coisa disponível.

Notebook Positivo V52 – Problemas de som no Debian

15 Novembro, 2007

Para que ninguém perca tanto tempo como eu perdi, lá vai o que fiz para resolver o problema. Antes as minhas configurações:

*Configurações:
Notebook Positivo V52
Som:
Placa: HDA VIA VT82xx
Chipset: VIA VIA VT1708
Sistema: Debian Etch (4.0)
Kernel: 2.6.18-5-686

*Problema:
Som muito, muito baixo, mesmo com o volume no máximo. Somente três controles de volume ativos: Master, PCM e Captura.

*Tentativas frustradas:
Recompilei o kernel, recompilei o driver ALSA. Reinstalei pacotes Alsa, OSS. Rodei “alsaconf” e “alsamixer”.
Nada disso funcionou, ou sequer modificou alguma coisa.

*Solução:
Baixei o drive da VIA para Debian Etch no site da empresa:

http://www.viaarena.com

Link para o Drive:

via_debian_4.0_linux_hd_audio_ig_v0.8.tar.gz

Dentro do Arquivo compactado, há um Readme com instruções para instalação. Aqui vai um resumo em português:

Você deve encerrar aplicativos que usam som e descarregar os módulos de som do sistema.

Para listar os módulos de som ativos, digite:

$lsmod | grep snd

Para descarregar os módulos, digite:

#modprobe -r nomedomodulo

Descompacte o arquivo tar.gz num diretório qualquer

O arquivo de instalação, porém, não aceita versões atuais do kernel. Sendo assim, precisa ser editado.

Como root, no diretório onde o driver foi descompactado, digite:

#gedit install.sh

Procure a linha:

if [ "${KERN}" != "2.6.18-4-686" ] ; then

e altere a versão de kernel dentro das aspas, pela versão contida na saída do seguinte comando, digitado no terminal:

$uname -r

Módulos descarregados e install.sh editado, agora, no diretório dos arquivos descompactados, digite:

#./install.sh

Após a instalação, carregue novamente os módulos:

#modprobe nomedomodulo

Execute o alsaconf

$alsaconf

Pronto ! Nesse instante, o som do sistema deve estar funcionando ! Acione um controlador de volume qualquer (alsamixer, gnome-volume-control, etc), e você já deve visualizar que novos controles apareceram. Localize o controle “Front”, aumente o volume e curta o som !

Fanatismo tecnológico

30 Outubro, 2007

Tenho participado nos últimos meses de fóruns na internet sobre software livre, principalmente sobre Ubuntu. É contagiante o ambiente de cooperação existente nesses lugares. Um dos motivos pelos quais eu recomendo o ubuntu como sistema operacional é pela qualidade do suporte oferecido pela comunidade, não somente em inglês, mas em português também. Infelizmente, certos indivíduos se empolgam além da conta e acabam perdendo um pouco a noção da realidade, o que acaba desperdiçando energia da comunidade em torno de discussões inúteis e animosidades.

O caso do recente lançamento do Gutsy é exemplar. Os usuários estavam ansiosos pelo lançamento, que prometia uma miríade de novidades e melhorias. Lançado, o sistema apresentou uma série de bugs graves, que inclusive impediam o próprio carregamento do Live CD em certas configurações. Natural, portando, que um grupo de usuários com alta expectativa se frustrassem e externassem esse sentimento no fórum, ajudando também a identificar as falhas, para que fossem corrigidas. É assim que a coisa deve funcionar.

No entando, o que se percebe por parte de alguns participantes – que não são tão minoria assim, e por isso eu escrevo – é uma total aversão a qualquer tipo de crítica ao sistema, inclusive construtivas. Um cidadão chegou a apelar para o mais baixo argumento que um software com a qualidade do Linux pode usar, para sequer levar em consideração as críticas. ” O sistema é gratis”. E daí ? Ser grátis por acaso significa ser imune à críticas ? Como vou convencer alguém a se tornar usuário se, no primeiro problema que ele enfrentar, eu chegar e falar que o sistema é grátis e ele não pode reclamar ? Não deve ser assim que a comunidade deseja ganhar espaço do software proprietário, certamente.

A crítica deve sempre estar presente, pois é fator fundamental para o contínuo aperfeiçoamento do sistema. Óbvio que xingamentos e excessos não fazem parte dessa espécie de crítica construtiva e devem ser entendidos como fraqueza individual e desabafo. Mas mesmo assim, a comunidade deve ter maturidade para saber lidar com isso. Principalmente aqueles que moderam os fóruns ou possuem posição de destaque. O softare livre obedece a uma lógica diferente da lógica de mercado e esses traços culturais devem ser bem delimitados para que se criem condições de receber mais pessoas nesse universo fascinante.